1. Uma senha que você lembre e ninguém adivinhe
A senha boa não é a mais complicada.
É a mais comprida.
Durante muitos anos, ensinaram a trocar letras por símbolos, tipo
S3nh@! . Hoje se sabe que isso ajuda
pouco: os programas que tentam descobrir senha conhecem todos esses
truques. E o pior é que ninguém lembra — e aí a senha
acaba num papel embaixo do teclado.
O que funciona é outra coisa: juntar palavras comuns .
Quatro palavras que só você liga uma na outra formam uma senha muito mais
difícil de descobrir do que qualquer P@ssw0rd
— e muito mais fácil de lembrar.
Como montar a sua
Escolha três ou quatro palavras que façam sentido só
para você. De uma lembrança, de um hábito, da sua casa.
Comece uma delas com letra maiúscula. Uma só já
resolve.
Junte com traço, ponto ou sublinhado entre elas. Esse
traço já é o seu símbolo especial.
Encaixe um número que tenha a ver com a frase — uma
hora, um ano, uma quantidade.
Termine com um símbolo , se quiser reforçar:
! # & @
O jeito de montar
Comprimento primeiro. Depois, uma maiúscula, um número e um
símbolo — um de cada, no lugar que você lembrar . Não
precisa espalhar por toda a senha.
Cafe-com-Bolo-7h!17 letras · maiúscula, número, dois símbolos
Meu2Cachorro#Lateo número onde a frase pedia
Sol&Chuva_Julho93duas palavras, um símbolo, o ano
Pizza4!SextaFeirao hábito de sexta vira senha
Todas têm mais de 16 caracteres. Uma senha assim é
bilhões de vezes mais difícil de quebrar que
Tr0v@d0r! , que tem os mesmos tipos de
caractere e só nove posições — e ainda por cima ninguém decora.
Não use nenhuma destas. Elas estão
escritas nesta página, que qualquer pessoa pode abrir — então já são
conhecidas. Servem para mostrar o formato , nunca para copiar.
Monte a sua com as suas palavras.
Como guardar sem esquecer
Digite três vezes seguidas no dia em que criar. A mão
aprende junto com a cabeça.
Se anotar, anote a dica e não a senha. Em vez de
escrever a senha no papel, escreva algo como “as quatro do portão”.
Só você entende.
Se guardar no papel mesmo , guarde onde você guarda
documento — não colado no monitor nem na primeira página da agenda.
Três coisas para não fazer
Não use a mesma senha do banco, do e-mail ou do WhatsApp.
Se um site vazar, os outros vão junto.
Não use data de nascimento, nome de filho ou placa do carro
sozinhos. São a primeira coisa que alguém tenta.
Não conte para ninguém — nem para a recepção. A
academia nunca vai pedir sua senha. Quem pedir, não é a academia.
2. Instalar o aplicativo do código
Além da senha, o sistema pede um código de seis números .
Esse código nasce num aplicativo no seu celular e muda a cada meio minuto.
Para que serve: mesmo que alguém descubra sua senha,
não entra — porque o celular está com você.
Você vai instalar um aplicativo. Só um. Os dois abaixo
funcionam igual; escolha o que preferir e siga com ele.
O caminho mais seguro: aponte a câmera
Existem imitações desses aplicativos nas
lojas, com nomes parecidos e propaganda paga para aparecerem antes do
verdadeiro. Procurar por “authenticator” e escolher o primeiro da lista é
justamente onde as pessoas caem.
Responda duas perguntas abaixo e o sistema mostra um único
código para você apontar a câmera. Ele leva direto à página
oficial da loja — sem busca, sem risco de pegar o errado.
1. Qual é o
seu celular?
iPhone
Android
2. Qual
aplicativo você prefere? Os dois funcionam igual.
Microsoft Authenticator
Google Authenticator
Os quatro códigos, para
escolher o seu:
Microsoft iPhone
Microsoft Android
Google iPhone
Google Android
Está lendo na tela do próprio celular? Então toque no
endereço:
Se preferir procurar na loja você mesmo
Abra a loja de aplicativos do seu celular. No iPhone
ela se chama App Store . No Android é a
Play Store .
Toque na lupa e escreva authenticator.
É uma palavra em inglês — escreva do jeito que está aqui.
Não olhe o desenho do ícone. Olhe quem publicou. Logo
abaixo do nome do aplicativo tem o nome da empresa. Só serve se disser
exatamente Microsoft Corporation ou
Google LLC .
Toque em OBTER (iPhone) ou INSTALAR (Android) e espere
terminar.
Por que insistir tanto nisso: existem
hoje nas lojas aplicativos chamados “MS Authenticator App”, “Authenticator
for Google” e dezenas de variações, publicados por pessoas físicas
desconhecidas — alguns cobram assinatura, outros pedem seus dados. O nome
e o desenho são fáceis de imitar. O nome de quem publica, não.
3. Ligar o aplicativo ao sistema
Isso é feito uma vez só , no dia em que você entra pela
primeira vez. Depois, nunca mais.
Você vai precisar das duas coisas ao mesmo tempo: o computador com a tela
do sistema aberta, e o celular na mão.
O celular “fotografa” o quadrado que está na tela.
No computador , depois de digitar usuário e senha,
aparece um quadrado preto e branco. Ele se chama código
QR . Deixe essa tela aberta.
No celular , abra o aplicativo que você instalou.
Procure o botão de adicionar — costuma ser um
+ no canto da tela. Escolha a opção de
ler código QR (ou “escanear”, ou “digitalizar”: cada
aplicativo escreve de um jeito).
Se o celular perguntar se pode usar a câmera, responda que
sim . Sem isso ele não consegue ler.
Aponte a câmera do celular para o quadrado na tela ,
a um palmo de distância. Segure firme por dois segundos.
Pronto. O aplicativo mostra o nome da academia e um número de seis
dígitos. Você não digita nada nessa parte — ele entra
sozinho.
Agora digite no computador os seis números que
apareceram, e clique em Entrar.
A câmera não pega o quadrado?
Embaixo do quadrado, na tela do computador, tem uma sequência de letras.
No aplicativo, escolha a opção de digitar a chave à mão e copie essas
letras. Dá no mesmo.
4. Usar o código no dia a dia
Depois de ligado, toda vez que você entrar no sistema vai ser assim:
primeiro a senha, depois o código do celular.
Olhe o número no celular e digite no computador.
Sobre o tempo
Cada código vale no máximo 30 segundos .
O círculo ao lado do número mostra quanto falta.
Quando o círculo se esvazia, o número muda sozinho .
Isso é normal. Não é erro, não é vírus e não é problema no celular.
Se faltar pouco tempo quando você for digitar,
espere o próximo e use ele. É mais rápido do que
errar e recomeçar.
O sistema aceita também o código de logo antes , para
o caso de você ter começado a digitar em cima da troca.
5. Perguntas que todo mundo faz
Preciso de internet no celular para ver o código?
Não. O aplicativo faz a conta sozinho, pelo relógio.
Funciona no modo avião, no sítio, no elevador.
Vou ter que fazer isso toda vez que entrar?
A leitura do quadrado é uma vez só . Depois, só olhar o
número e digitar.
Errei o código. Estraguei alguma coisa?
Não. Digite de novo com o número atual. Depois de cinco erros
seguidos , a conta descansa por 15 minutos e
depois volta ao normal sozinha. É proteção, não castigo.
O número do aplicativo não é aceito de jeito nenhum.
Quase sempre é o relógio do celular atrasado . Vá nos
ajustes do aparelho, em data e hora, e ligue a opção de acertar
automaticamente. Depois tente de novo.
Troquei de celular. E agora?
Procure a recepção da academia antes de se desfazer do
aparelho antigo, se possível. É preciso ligar o aplicativo de novo, e
quem faz isso é o Instrutor Responsável.
Perdi o celular.
Avise a academia no mesmo dia . Eles bloqueiam e
configuram de novo no aparelho novo.
Posso deixar a senha anotada no celular?
Nas anotações soltas, não. Se o celular usa digital ou
reconhecimento de rosto , o cofre de senhas dele é um lugar
seguro — pergunte na recepção como usar.
A academia vai me pedir minha senha alguma hora?
Nunca. Nem a senha, nem o código de seis números. Quem
pedir isso por telefone, mensagem ou e-mail não é a academia.
Não consigo de jeito nenhum. E agora?
Vá até a recepção e leve o celular. Isso se resolve em cinco minutos
com alguém do lado — e não tem nada de vergonhoso nisso.
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